28/10/2008 - 16:01
Estava lendo a revista deste mês da Computer Arts, edição 14 e me deparei com uma entrevista que faz muito tempo que venho pensando sobre o assunto que foi posto em discussão: Design e códigos, água e vinho? Este é um assunto realmente importante seja para um freelancer como para uma empresa de design. O designer deve saber programação? O programador deve saber design?
A WEB 2.0 influenciou o modo de produzir
Com a explosão da WEB 2.0, tudo que um programador ou design antigo sabia foi pouco aproveitado. Antes, tudo era simples de se resolver com programas visuais, como o lendário FrontPage e qualquer empresa achava aquilo o máximo. Flash era coisa para profissionais especializados e somente sites de grandes empresas tinham o luxo de usufruir da ferramenta. A internet foi se evoluindo, a velocidade aumentando, a quantidade de informação beirando o incontável e foi-se criando a necessidade de mostrar diferencial no website, pois tudo já estava monótono. Então veio a WEB 2.0, uma nova forma de pensar e interagir e uma grande chance para os espertos e ligados à novidade. Foi a chance do Youtube, do Orkut, do Facebook e, falando em programação, do discutÃvel TABLELESS. No webdesign, as formas ficaram mais suaves, as cores mais contrastivas e surgiram diversos tipos de arte. O tempo de trabalho para o designer e para o programador se multiplicou, hoje se tornou impossÃvel produzir um website de forma visual como podÃamos fazer no FrontPage e dependemos muito mais de linguagens dinâmicas.
Hoje ser programador e designer ao mesmo tempo é muito mais complicado. Mas é de fundamental importância que um conheça o trabalho do outro, principalmente freelancers. É como se o designer fosse o compositor e o programador o cantor.
Freelancer: casamento Webdesign e Código quase-perfeito?
Talvez os que mais pensam sobre o assunto são os freelancers (trabalhadores autônomos). Trabalhar sozinho é uma situação arriscada, os freelancers não têm emprego fixo, não possuiem renda fixa, férias remuneradas, direitos de trabalhador e fim de semana. Em compensação, podem trabalhar de onde bem quiserem, terem total liberdade, não passar pelo stress de uma empresa e ter mais criativdade. Por não precisaram pagar encargos públicos, os preços de freelancers geralmente são abaixo dos preços de empresas, mas demoram mais para completar o serviço. Geralmente pessoas desse tipo fazem tudo: produzem o briefing, a proposta, o contrato, fazem o design, estudam e trabalham os códigos e de quebra fazem manutenção e manipulação de fotos.
Essa é a maneira mais correta de se trabalhar na área? Existem designers freelancers que contratam programadores para fazer sua parte de código, acaba encarecendo o projeto mas consegue maior rapidez. Hoje, um freelancer tem conhecimento das seguintes ferramentas (em geral):
Programador Freelancer:
- HTML
- PHP
- Dreamweaver
- CSS
- SEO
- JavaScript
- WEB 2.0
- Padrões W3C
- Interatividade
- Acessiblidade
- Webtrends
- Usabildiade
Webdesigner Freelancer:
- Photoshop
- Illustrator
- WEB 2.0
- Tendências
- Dinamismo
- Interatividade
- Usabilidade
Como percebemos, nos dois trabalhos o profissional deve estar constantemente se atualizando, descobrindo tendências, padrões e tudo mais. Para ser programador ou designer, não dependemos mais de apenas ferramentas, dependemos muito mais de conhecimento. Ter conhecimento de todos os lados é o ideal, separar o código e o design quando o profissional já está habilitado a produzir um projeto pensando já nois dois lados é cometer um suicÃdio, porque o programador não conseguirá chegar ao ponto que o designer pensou. Para um freelancer, com certeza ter conhecimento sobre os dois lados da moeda e saber gerenciar eles sem ter limitações, com certeza será mais produtivo.
Empresa: Código e Webdesign em divórcio
Para uma empresa especializada em produzir websites, a situação do casamento entre código e design muda. Empresas geralmente possuem contratos mais elaborados, registros em cartório e maior quantidade de verba. A empresa procura maior rapidez e produtividade e, por isso, não dispõe de muito tempo para o aluguel de apenas um profissional, então o setor deve ser desagregado. Grandes empresas contratam designers e programadores para trabalharem separadamente. O designer produz o layout e entrega com as especificações para o programador, que se encarrega de todo o código. Nesse momento, o designer não toca no código.
Casamento não é tão bom assim, mas pode ser vantajoso
Aprender código e design é uma tarefa que nem todos conseguem fazer. Temos que ter vontade e jeito para os dois. Do que adianta saber desenhar bem, mas não conseguir aplicar aquilo que está ali no visual? Ou então saber programar bem, mas não ter criatividade? Fazendo o casamento dos dois lados, não conseguirÃamos aprimorar o lado que mais temos facilidade, deixando de lados pequenos detalhes apenas para limitar-se ao outro lado. Mas, em compensação, uma pessoa que sabe gerenciar suas idéias pensando tanto no design quanto no código na hora da criação, consegue uma harmonia muito maior do que se ocorresse uma separação, pois a pessoa saberia os limites que poderia ter e tentaria contornar a situação logo no inÃcio do projeto, fora que o ganho não seria dividido com um colega de trabalho.
Divórcio traz maior liberdade, mas pode acarretar problemas
Separando código do design, conseguimos maior tempo, menor cansaço e ficamos livres para aprender e se especializar na área em que atuamos. Ter de fazer os dois trabalhos é prejudicial para a evolução da área em que temos maior afinidade. Mas é difÃcil ver um programador falar bem do designer e vice-versa. Os programadores reclamam que o designer faz coisas mirabolantes no desenho que fica impossÃvel passar para o código. Os designers reclamam que o resultado final nunca sai como era para sair. Quem tem razão? Para sanar esse problema, muitos designers consultam o programador para ver se tal coisa é possÃvel, quanto tempo pode demorar etc., o que pode limitar a criatividade do designer. Outro lado ruim é dividir o preço em muitos profissionais e as histórias rixas entre eles.
O correto? Poligamia!
É difÃcil chegar a uma conclusão. Mas o que seria mais viável seria realmente a poligamia por parte do profissional. O designer deve se especializar nisso, desenvolver como nunca seu lado artÃstico, mas sempre ter conhecimento de programação, propaganda, tendências e tecnologias, assim como o programador deve desenvolver como nunca seu lado técnico, mas aprender um pouco sobre design, propaganda, tecnologias e tendências. Só assim ambos os lados chegariam a conclusões mais próximas e conheceriam o limite de cada um, facilitando a vida dos dois.
Referências:
Tirinhas do BUG – http://www.profissaoweb.com
Revista Computer Arts – Ano 2 Outubro de 2008


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Acho que quando a pessoa trabalha como Freelancer o jeito é isso mesmo, tem q saber um pouco de tudo(design, programação, publicidade, vendas) .. ou seja conhece um pouco de cada área, estou passando por esta etapa, e acho até bom pois a gente pega uma grande experiência. mas pretendo me especializar pois sei q se não fizer isso é bem provável q vou ser banido do mercado de grandes empresas.
Acredito que para criar sites institucionais de pequenas empresas em cidades do interior, o cara “faz-tudo” consegue até criar um trabalho de qualidade. mas para fazer grandes projetos não tem como para nós mortais, é impossÃvel acompanhar evolução, atualizações de linguagens, novas versões de softwares, tendencias de design. novos browsers.
Acho que o ideal é se especializar..
òtimo artigo.