17/03/2011 - 22:47
Este ano levantei alguns objetivos para conquistar a médio prazo. Um dos objetivos é conquistar algo que eu sonho desde criança: ser um líder bem-sucedido. O desejo de liderar veio a partir de uma sucessão de acontecimentos na minha vida pessoal e na minha carreira. Sempre gostei de tomar a frente dos trabalhos escolares (isso quando não preferia os fazer sozinho) e sempre sentia alguma dificuldade que me impedia de assegurar um bom relacionamento entre os colegas (sempre existia aquele que não fazia nada e aquele que não sabia fazer) e talvez por isso preferia fazer os trabalhos sozinhos, por imaginar que nada ia dar certo no final. Hoje consigo entender o porque eu tinha este medo: eu não conseguia influenciar os colegas. O incentivo faz parte do café diário de um líder respeitoso. Mas como incentivar e influenciar um grupo de pessoas tão diferentes sem ser o professor? Mesmo com o professor, que podia usar do seu poder, essas pessoas não obedeciam. O que estava errado?
Alguns professores utilizam do seu PODER para que seus alunos façam o que deseja. O poder é algo que se pode comprar e repassar, é mensurável e pode estar ligado diretamente à riqueza ou posto dentro de uma pirâmide de uma entidade ou sociedade. Na sala de aula, entendo que muitos professores da minha escola usaram o PODER para me obrigarem a fazer um trabalho escolar que eu julgava antiquado. Outros usam o PODER para dar uma nota baixa por méritos pessoais e não por merecimento. Geralmente não há discussão para um ato deste tipo ou, quando há, sempre há um lado negativo quando a pessoa subordinada não aceita. Isto ocorre normalmente em empresas que não possuem um respeito pelo trabalhador ou que precisa dele da cabeça para baixo. Os líderes destas empresas não se importam com a satisfação pessoal e social do empregado, se importam com métricas e estatísticas do lucro. Podemos dar exemplos das empresas da Era Industrial, onde o resultado mensurável (valores financeiros) era muito mais importante do que o resultado intangível (valores agregados). Digo valores agregados aqueles valores que uma empresa constrói de acordo com sua conduta social e seu tratamento com os clientes e empregados, certamente intangíveis porém lucrativas.
Outros professores, provavelmente aqueles mais amáveis, usam da sua AUTORIDADE para lidar com os alunos. A autoridade é uma habilidade, não se compra nem repassa, apenas se aprende. Um líder que utiliza a AUTORIDADE consegue um respeito maior dentro do seu círculo profissional e pessoal. Ele não se preocupa apenas com o resultado mensurável. O empregado não é apenas uma mão-de-obra, ele é a peça chave da produção, o trata como um todo, não quer saber apenas da cabeça para baixo. É um grande influenciador, conquista seus objetivos junto com a satisfação de seus liderados. Creio que os melhores professores são bons líderes. Não considero um bom professor aquele que dá notas altas e sai para beber com a turma. Um bom professor é aquele que consegue por meio de sua palavra pregar uma ideia e desenvolvê-la, sem a necessidade de obrigar um aluno ou criar motivos negativos caso o aluno não faça o que é pedido. O que mais existem são exemplos de empresa. Vivemos a Era da Informação, onde o sistema de liderança por poder não satisfaz o mercado. Essas empresas possuem valores agregados intangíveis. Se preocupam com tecnologias limpas, o crescimento sustentável, o âmbito sócio-cultural principalmente com felicidade do empregado.
Você já teve um professor utilizando o seu poder? Tem um professor que é um bom líder? Como é o tratamento dos funcionários na sua empresa? Conte um pouco!

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